Período: 01/01/2025 a 29/06/2026 · ~18,5 meses · Fontes: Meta Ads (mídia) + Insights de Instagram e Facebook (ecossistema)
A análise anterior tratava alcance/reconhecimento/perfil como "queima de caixa" porque media essas campanhas por custo por conversa. Isso é erro de régua. São mídia de conversão (KPI: conversa) e mídia de topo de funil (KPI: alcance, visitas ao perfil, seguidores). O topo não falhou em gerar conversa; ele nunca teve esse objetivo. A crítica legítima não é "gastou em topo", é topo rodou sem meta de marca definida e sem etiquetagem, o que impede medir se o custo de alcance foi bom ou ruim.
Os dados de Instagram e Facebook vêm dos insights nativos da conta, que somam alcance orgânico e pago. O alcance de 342,6 mil do IG é praticamente o mesmo das 343 mil pessoas alcançadas pela mídia paga, ou seja, boa parte desse alcance foi comprado, não puramente orgânico. Isso não diminui o resultado (presença é presença), mas internamente a gente não credita esse crescimento ao conteúdo orgânico sozinho. O que dá pra afirmar com segurança é o crescimento da base própria: 1,2 mil seguidores e 20,7 mil visitas ao perfil.
Anúncio para conversa no WhatsApp. KPI: volume e custo por conversa. Está no melhor momento histórico (R$ 5,49 no pico de abr/26). Risco real aqui é dependência de poucos criativos e fadiga.
Alcance, reconhecimento e perfil. KPI correto: alcance, CPM, visitas, seguidores. O problema não é existir, é ter rodado sem meta de marca definida, mal nomeada e sem etiqueta, misturada com sobras de campanhas antigas. Sem isso, não dá pra dizer se o CPM foi bom.
Conversas (linha branca) com pico em abr/26 (94) e mai/26 (74) e custo por conversa (amarela) no piso histórico. Atenção: jun/26 já mostra reversão (22 conversas, custo subindo pra R$ 14,35), provável sinal de fadiga dos criativos campeões.
Concentração de risco: as 4 maiores campanhas respondem por ~80% das conversas. Se uma satura, o volume cai rápido.
Custo por conversa das campanhas de conversão: faixa de R$ 6 a R$ 13, todas dentro do aceitável. Nenhuma para cortar aqui.
2,2 mi de visualizações no FB mas só 17 seguidores e 600 interações no período. É alcance descartável: passa na frente e não fica. O Facebook funciona aqui como amplificador de impressão barata, não como construtor de base. Toda a comunidade real está no Instagram (1,2 mil seguidores, 7,7 mil interações). Conclusão interna: não esperar comunidade do FB, usá-lo só pra reach complementar de mídia.
Hoje não dá pra responder "quanto custou cada seguidor" ou "qual o CPM da marca" porque o topo rodou sem estrutura. Daqui pra frente: uma campanha de topo com nome claro, objetivo de alcance/reconhecimento, orçamento próprio e métrica de CPM e crescimento de base. Sem isso a gente repete o erro de não saber medir.
Conversas concentradas em mulheres 25 a 54. CTR cresce com a idade (1,10% na faixa 45-54), confirmando intenção maior no público mais velho.
Ineficiência real: o 18-24 consome 34% das impressões (700 mil) e entrega só 18% das conversas, com o pior CTR. Na frente de conversão isso é gordura. Na frente de topo, é aceitável (público jovem aquecendo pra futuro), desde que seja intencional, não acidente de Advantage+.
Não há resposta única. Em campanha de conversão, vale considerar subir o piso de idade pra concentrar verba em quem fecha. Em campanha de topo, o 18-24 é base de marca legítima. O erro é deixar a mesma campanha servir aos dois objetivos e depois não saber qual número cobrar.
IG Stories domina (45% da verba). FB Feed/Stories têm CTR maior (1,10% e 1,70%) e recebem só ~12%. Oportunidade de teste, com a ressalva de que FB não constrói base.
Apenas R$ 78 de R$ 9.362 saíram do estado. Segmentação cirúrgica em Garanhuns e agreste. Esse é um acerto estrutural genuíno: sem vazamento nacional. Nada a corrigir aqui.
| Criativo | Tema | Conversas | Custo/conversa | CTR | |
|---|---|---|---|---|---|
| Alinhadores invisíveis ou Aparelho fixo | Ortodontia | 163 | R$ 6,59 | 0,62% | escalar |
| Aparelho | Ortodontia | 106 | R$ 6,34 | 1,20% | escalar |
| Prótese | Prótese | 67 | R$ 8,53 | 0,96% | escalar |
| Apresentando Facetas | Facetas | 55 | R$ 9,69 | 0,88% | escalar |
| Ortodontia Moderna (engajamento) | Ortodontia | 54 | R$ 6,15 | 1,01% | escalar |
| Alinhadores invisíveis | Ortodontia | 24 | R$ 6,36 | 0,85% | escalar |
| Caixinha Facetas 1 | Facetas | 18 | R$ 10,10 | 0,52% | testar |
| Lente de resina | Facetas | 13 | R$ 3,77 | 1,06% | escalar |
| Ortodontia Moderna (alcance) | Ortodontia | 5 | R$ 70,15 | 2,11% | era topo |
| Implante (alcance) | Implante | 0 | — | 0,13% | CTR péssimo |
Leitura crítica: os dois últimos não são "criativos ruins de conversão", são criativos que rodaram em objetivo de alcance. O "Ortodontia Moderna (alcance)" a R$ 70/conversa tem ótimo CTR (2,11%): se a intenção era marca, cumpriu; só não devia ter sido lido como conversão. O "Implante" com CTR 0,13% é o único genuinamente fraco em qualquer régua.
Conversão madura e barata (R$ 5,49 no pico), geografia cirúrgica, temas vencedores claros (ortodontia e facetas) e uma base de ecossistema que cresceu de fato (1,2 mil seguidores, 20,7 mil visitas ao perfil). A conta não precisa de reconstrução.
~80% das conversas saem de 4 campanhas e de meia dúzia de criativos. Jun/26 já mostra queda (22 conversas, custo subindo). Sem pipeline de criativo novo rodando, o pico de abr/mai não se sustenta.
O investimento de topo (~R$ 2 mil) foi legítimo em propósito mas bagunçado em execução: sem nomenclatura, sem meta de CPM, misturado com sobras antigas. Não é desperdício, é falta de medição. Precisa virar frente estruturada.
Medimos conversa, não paciente. Sem rastrear conversa, agendamento, comparecimento e tratamento fechado, não sabemos o CAC real nem o ROI por tema. Esta é a maior lacuna e é exatamente o que o SDR com CRM e agendamento resolve.